DTM

DTM: dor de cabeça pode estar associada à disfunção da ATM

A dor de cabeça é um sintoma comum em várias especialidades médicas e, por isso, o principal caminho é ir ao neurologista, otorrinolaringologista, e por último ao dentista. Na maioria das vezes o paciente se frustra ao seguir esse trajeto e não imagina que a dor de cabeça pode estar associada à DTM (disfunção temporomandibular).

É necessário Cirurgia?

“Hoje muitos pacientes vêm ao consultório para uma segunda opinião, ou seja, já passaram por algum outro profissional que indicou a cirurgia, quando na maioria das vezes ele só precisa de um tratamento adequado, sem cirurgia, que pode ser tratado pelo dentista”, explica o Dr. Diego Bastos Alvarez, cirurgião dentista e especialista em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial, do Centro de Especialidades do Grupo São José Saúde.

Iara Aparecida Cabral Teves sofria com as dores de cabeça e no rosto desde 2016, passou por neurologista, oftalmologista e otorrinolaringologista, até que chegou no especialista em buco-maxilo. “Ia direto para o pronto-socorro, já tinha tentado de tudo, tomava muito analgésico e anti-inflamatório na tentativa de aliviar as dores”, conta.

Segundo o Dr. Diego, a grande dificuldade é que a maioria dos pacientes que sofrem com as dores causadas pela DTM insistem em tratamentos paliativos, e não tratam a causa. “Não adianta fazer o tratamento sintomático, a cura só é obtida a partir do momento em que a causa for removida”, que segundo ele na grande maioria são problemas emocionais, quadros depressivos, estresse, ansiedade, alterações dentárias, hábitos parafuncionais e alterações funcionais. “É muito raro os problemas estarem isolados, normalmente as causas estão muito atreladas”, afirma.

Tratamento para DTM

Na maioria dos casos, o tratamento é clínico, sem necessidade de cirurgia. “Me indicaram cirurgias para colocar prótese articular e até um aparelho que custava meio milhão de reais”, diz Iara. O diagnóstico foi feito pelo buco-maxilo: disfunção da ATM por conta da mordida errada.

Entre os tratamentos clínicos estão a ortodontia, reabilitação oral (implante dentário e/ou , próteses) e o tratamento emocional do paciente com acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. “Os tratamentos são diversos e devem ser individualizados. A adesão do paciente ao tratamento é fundamental para o processo de cura. Percebo que as pessoas estão com urgência, sofrem há muito tempo com a dor e buscam uma solução rápida (cirúrgica), que nem sempre é a melhor opção”, explica.

Hoje, Iara está em tratamento com aparelho ortodôntico e diz estar bem melhor. “No primeiro mês de tratamento já estava me sentindo melhor, não tenho dores como antes”, comemora.

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